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Como o repertório permite resolver os diversos desafios dos clientes

Jéssica Barros

Desde que decidi ser publicitário ouço repetidamente a frase “um publicitário é aquele que tem um conhecimento do tamanho de um oceano com um palmo de profundidade”, e o pior (ou melhor) é que, a cada dia que passa, vejo o quanto isso é verdade.


Cresci em uma casa bem tradicional onde minha avó sempre me disse: “Conhecimento é a única coisa que não podem tirar de você, por isso, estude!” (frase famosa do filme “O Conde de Monte Cristo”). Só tenho a agradecê-la por cada dia que me disse isso, pois hoje eu compreendo a quem puxei na mania de citar referências.


Desde sempre gostei de história. Tenho fascinação por cinema, garimpo músicas dos mais diversos tipos e tenho um vício incontrolável por estar atualizado constantemente. No dia-a-dia com os clientes utilizo esses conhecimentos em desafios a serem vencidos, seja com referências ou repertórios absorvidos. Já citei Winston Churchill pra provar um ponto, uma frase do Jerry Maguire em uma negociação, Michael Corleone (isso mesmo, do filme “O Poderoso Chefão”). Aí você pode me perguntar: “Mas precisa disso?” e eu te respondo: ”Claro que precisa!”. Mais importante do que estar em uma conversa é saber o que falar nela.



Claro que você não precisa sair citando tudo que já viu e ir fazendo quotes de filmes a torto e a direito, mas é legal ter um embasamento do que está relacionado diretamente com o meio que você está. Vou dar um exemplo: Eu não sou apaixonado por futebol, mas assisto. Não todos os jogos, mas sei o que acontece com o time que eu “torço”, pois quero estar por dentro do que eu posso usar em uma conversa ou não. Seja uma negociação, seja uma conversa informal. Não é chato quando você quer compartilhar algo com alguém e a pessoa não faz ideia do que você está falando? Particularmente, eu detesto passar por isso. Mais ainda, detesto quando alguém passa por isso, mas também sou hipócrita, sei que não consigo acompanhar tudo que está acontecendo, só procuro (e quero) estar por dentro ao máximo, saber o que acontece no mundo.


Julgo fundamental ter informações políticas e econômicas para auxiliar meus clientes do que está por vir. Referência de “cultura pop” é divertido, mas não é o suficiente. E aqui trago uma nova proposta para essa nossa conversa: Publicitário tem que “comer” jornal, tem que entender de política (de absolutamente todos os lados e não só em quem você vota), tem que entender do ramo de atividade do seu cliente, tem que saber o que está acontecendo no mercado dele. Estar munido dessas informações faz você estar um passo à frente em uma negociação ou para resolver um problema. Até para dar uma dica ou conselho.


Pessoas gostam de se relacionar com quem está falando a mesma linguagem que ela. Assistindo ao Roda Viva, onde o entrevistado era o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues, pude ter uma aula sobre agricultura que abriu minha mente para muitas coisas que estavam acontecendo no país, naquela época.



Escrito por Jéssica Barros


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